quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Aplicativo desenvolvido no Amazonas deve auxiliar pessoas com deficiência auditiva no ENEM

‘Software funcionará como complemento para o Ensino Médio’, diz estudiosa. Projeto receberá recurso da Fapeam em torno de R$ 295 mil.

O projeto de pesquisa intitulado ‘Enem Interativo – Software Aplicativo com Acessibilidade’, financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), desenvolve um software capaz de auxiliar alunos com deficiência auditiva nas salas de aula.

Conforme edital, prazo para execução do projeto é de 12 meses (Foto: Divulgação/Assessoria Fapeam)
De acordo com a pesquisadora Cristiane Garcia, o instrumento funcionará como uma fonte complementar de estudo para o Ensino Médio, somando-se ao material didático convencional utilizado durante as aulas. “Esse aplicativo será um apoio para o professor, que com a lei da inclusão passou a receber estudantes com deficiência visual e auditiva, podendo vivenciar melhor as necessidades de seus alunos. A iniciativa também se apresenta como material de apoio para professores que atuam nas salas de atendimento educacional especializado”, relatou.
Conforme o edital, o prazo para execução do projeto é de 12 meses. No total, ele irá receber por meio da Fapeam um recurso em torno de R$ 295 mil em forma de bolsas e auxílio-pesquisa.
Segundo a pesquisadora, a ideia do projeto surgiu quando ela atuava como coordenadora técnica e diretora audiovisual do projeto Aprovar, o pré-vestibular à distância da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), que tinha como finalidade possibilitar aos alunos, oriundos da escola pública, concorrer às vagas nas universidades federais em condições de igualdade com outros estudantes.
“Durante os encontros presenciais com os alunos que acompanhavam as aulas por meio do rádio, televisão e material impresso, foi possível observar que apenas os deficientes visuais se beneficiavam do projeto, escutando as aulas em áudio e lendo apostilas em Braille. Nestes eventos, também observei que havia a absoluta ausência de estudantes com deficiência auditiva, uma vez que o projeto não contemplava tradução das aulas para a Língua Brasileira de Sinais (Libras) durante as aulas de vídeo ou no material didático complementar. Estes aspectos fizeram surgir a necessidade deste aplicativo no processo de aprendizagem”, completou Cristiane Garcia.

Fonte: G1 Amazonas

Tecnologia Assistiva


 Muito se fala sobre a Inclusão de crianças e jovens com deficiência na sociedade e também nas salas de aula, mas como tornar possível que o aprendizado chegue de maneira satisfatória a todos é um dos grandes desafios para os educadores. Um dos maiores obstáculos não chega a ser as questões sociais visto que, essas barreiras são vencidas aos poucos no dia-a-dia da convivência dos alunos. O desafio maior talvez seja a falta de recursos e de materiais pedagógicos, porém a solução parece estar a caminho com a chamada Tecnologia Assistiva.
Nossa sociedade fala muito sobre acessibilidade, ou seja, permitir que as pessoas com deficiência tenham autonomia e a tecnologia assistiva são recursos e serviços que visam facilitar o desenvolvimento de atividades diárias dessas pessoas, aumentar as capacidades funcionais e promover a independência de quem as utiliza. Os recursos são todo e qualquer item, equipamento ou parte dele, produto ou sistema fabricado em série ou sob-medida utilizado para aumentar, manter ou melhorar as capacidades funcionais das pessoas com deficiência e, dessa forma, integrar essas pessoas a sociedade, promovendo assim a inclusão social.
Parece complicado, mas a solução pode estar bem na tela à sua frente. Em qualquer computador, é possível encontrar softwares com comandos de acessibilidade, como o teclado virtual e a lente de aumento. E uma ferramenta simples como um site de histórias em quadrinhos pode colaborar para aperfeiçoar a leitura e a escrita de estudantes surdos, por exemplo. Em alguns casos, crianças com deficiência intelectual se beneficiam de leitores de voz, comumente utilizados por pessoas com deficiência visual.
“O recurso tira o aluno da zona de conforto e ele passa a ter condições de fazer anotações e outras atividades sozinho”, relata a professora Luciana Chavex Kroth de Porto Alegre-RS, que ajudou o aluno Rafael Lima da Silva, 11 anos, a se comunicar com o auxílio de um laptop. O Rafa, como é chamado, tem limitações severas em decorrência de uma paralisia cerebral, é cadeirante e antes, comunicava-se apenas apontando desenhos e letras em uma prancha.
A tecnologia assistiva tem recebido atenção no Brasil. O Governo Federal promete investir 150 milhões de reais até 2014 em projetos na área. Em julho, foi inaugurado o Centro Nacional de Referência em Tecnologia Assistiva (CNRTA), em Campinas-SP, voltado para o desenvolvimento de equipamentos. O Ministério da Educação (MEC) já montou 37.801 salas de recursos multifuncionais em escolas públicas.
Porém somente os recursos não são suficientes para o sucesso do aprendizado desses alunos. É necessário que os docentes dêem os suportes necessários para que o conhecimento seja desenvolvido, até porque, é o professor que terá mais condições de identificar as necessidades ligadas as atividades propostas. Por isso, é fundamental que o educador tenha constante contato com os pais e com os profissionais que atendem esse aluno.

Fonte: Usina da Inclusão

Painel interativo criado por brasileiros.


O Kinect, acessório para Xbox 360 e PC que reconhece os movimentos do jogador, é muito usado em games e dispensa o uso de joystick. Desde o lançamento do aparelho no final de 2010, desenvolvedores “hackearam” o dispositivo para usá-lo com outras funcionalidades, o que fez a Microsoft lançar um kit de desenvolvimento aberto para que o Kinect fosse utilizado para outras finalidades.
Finalidades estas que o FIT – Instituto de Tecnologia, de Sorocaba, no interior de São Paulo, percebeu que poderia aplicar ao Kinect para melhorar a interação de deficientes físicos com a tecnologia. “Criamos um painel interativo em que qualquer pessoa, com deficiência física ou não, pudesse interagir”, disse ao G1 o analista de sistemas do FIT Maurício Oliveira, responsável pelo projeto que demandou dois meses de trabalho e foi concretizado há três semanas. “Exploramos a questão da deficiência como fator de inclusão, mas o mesmo aplicativo permite que pessoas sem deficiência possam usá-lo”.
Foi desenvolvido um painel interativo em que cadeirantes ou quem perdeu parte dos braços possa usar e interagir, acessando informação. O aplicativo usado apresenta um mapa do mundo, no qual os usuários navegam pelos continentes utilizando os braços e obtêm informações sobre 60 países.


O sistema também reconhece comandos de voz em português – no Kinect para o Xbox 360, o idioma ainda não foi lançado oficialmente, embora na feira E3, a Microsoft tenha dito que uma atualização traria comandos de voz em português nos próximos meses.
“Mais do que um game, queríamos fazer algo com propostas mais nobres. Já que o Kinect reconhece braços e cabeça do jogador, ele poderia rastrear qualquer outra parte do corpo”, explica. “Foi um trabalho de programação e de estudo das características da deficiência física da pessoa. Vimos que é fácil controlar o sistema pelo Kinect com o braço, mas é mais complicado para quem tem apenas parte dele e, por isso, tivemos que calibrar o sistema”.
Segundo Oliveira, o FIT tem mais de 200 pessoas com deficiência física, que ajudaram a criar o sistema.
Usos da invenção
De acordo com Oliveira, não existe um único propósito do que pode ser feito. O programa pode ser construído do zero para qualquer finalidade. “O potencial [dele] é forte”, afirma. Ele exemplifica, dizendo que lojas podem usar o sistema para criar uma vitrine virtual que pode ser utilizada por qualquer pessoa.
Ainda, Oliveira acredita que o Kinect pode ser usado na área da educação. “As crianças, por iniciativa própria, podem usar e brincar, assimilando conteúdo que só conseguiriam aprender ou gravar do modo tradicional”.
O potencial na área médica também é destacado. “Muitas empresas têm usado o Kinect na fisioterapia. Procuramos criar aplicações para atender esta área”.
Deficientes visuais

O sistema criado pela FIT também permite que deficientes visuais utilizem o sistema. Por meio de comandos de voz, eles podem navegar na internet. “Ele sabe o que há na tela por meio de uma narração dinâmica. O sistema pode até ler uma notícia para a pessoa”.

Fonte: G1.globo.com

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Curso e vídeo

Neste post compartilho com vocês um curso virtual desenvolvido pela Universidade de São Paulo destindo à difusão do ensino do sistema Braille a pessoas que veem. É orientado a pais, crianças, professores e funcioários de escolar inclusiva. Ele também é público e gratuito. http://www.braillevirtual.fe.usp.br/

E também um video super interessante que mostra alunos do Conservatório de Música Guarulhos, que são surdos e dificientes visuais. Vale a pena.





Acessibilidade Brasil


Hoje venho mostrar para vocês o site Acessibilidade Brasil (para acessar clique aqui). A Acessibilidade Brasil é uma sociedade constituída por especialistas da área de educação especial, professores, engenheiros, administradores de empresas, arquitetos, desenhistas industriais, analistas de sistemas e jornalistas, que têm como interesse comum o apoio, ações e projetos que privilegiem a inclusão social e econômica de pessoas com deficiência, idosos e pessoas com baixa escolaridade.

No site é possível encontrar diversas coisas para a acessibilidade, desde artigos, programas e até um avaliador de site de acessibilidade.
Um exemplo que achei muito interessante é o projeto TLibras, que está focado na construção de um tradutor automatizado do português para libras.

A histórinha abaixo ilustra bem o que o projeto pretende.







Caso encontrem alguma dificuldade em assitir o vídeo, deixarei o link disponível aqui.

Vale a pena explorar o site!

Até a próxima.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Como construir um blog acessivel?

Desde que a tarefa de construir um blog acessível foi dado às alunas do curso "Tecnologias na Educação Especial" da Faculdade de Educação da UnB, venho pensando em como realizá-la.

Pesquisei na internet e encontrei muitas coisas interessantes entre elas um blog feito por um deficiente visual em parceria com um deficiente físico, que por sinal é desenvolvedor de web.

Achei interessante em compartilhá-lo com vocês para que possamos ter a visão de blogueiros com deficiência e como eles estruturaram o blog.

  http://www.bengalalegal.com/blog/


Até a próxima.